segunda-feira, fevereiro 21, 2005

19:20

Resultados

E aqui estão eles:
PS - 45,03%, 120 deputados
PSD - 28,70%, 72
CDU - 7,57%, 14
CDS-PP - 7,27%, 12
BE - 6,38%, 8

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domingo, fevereiro 20, 2005

19:36

Falta pouco...

De pouco serve escrever a esta hora. Espero somente que os votos tenham sido iluminados, em vez de um passo em frente rumo ao abismo...

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sábado, fevereiro 19, 2005

17:47

O "nosso" candidato holograma

Mal vão os tempos em que as características que um candidato a Primeiro Ministro mais procura ocultar são o seu mau feitio e falta de paciência. Nos tempos de Guterres, respondia torto a jornalistas ignorantes e provocadores, não perdendo tempo com questões parvas e sem sentido. Defendia a co-incineração baseando-se em estudos científicos e destacou-se na defesa dos direitos dos consumidores. Não havia manifestação que o detivesse, comportamento singular nesse governo.

Depois saiu do poder. Tendo a opção de continuar com o mesmo rumo, preferiu alinhar-se com o pior do guterrismo. Juntou-se à primeira fila da bancada do PS e distinguiu-se com mérito na arte da frase feita, do lugar comum e do ataque gratuito à coligação, geralmente em elevado tom de voz. Aquele que parecia ser o único capaz de tomar uma decisão, foi engolido pelo partido. Provavelmente valeu-lhe a liderança, mas comprometeu o que de bom tinha.

Hoje em dia parece uma cassete. Ou melhor, um disco riscado. Repete slogans e piadas sem qualquer nível, cujo único objectivo é arrancar aplausos fáceis para Telejornal ver. Tem ainda a lata de se vitimizar, quando os seus adversários mais à direita sempre foram dos políticos mais castigados com boatos e piadas de mau gosto.

Sondagens levam-nas os votos. E pseudo candidatos também. Atribuir aos indecisos a mesma distribuição na votação que os já decididos, pode ser um bom exercício estatístico, mas pouco apegado à realidade. Principalmente num país onde o voto fixo à esquerda é maior – ainda traumas da ditadura...


E tudo isto começou porque alguém achou que andava no ar um mal-estar, um sentimento de qualquer coisa... Essa é a parte mais triste...

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terça-feira, janeiro 18, 2005

15:22

Sindicatos

Se há actividade onde acho que o tempo é bem aplicado, e que felizmente me ocupa algum tempo, é no pensar sobre o porquê das coisas. Correndo o risco de ser considerado permanentemente arrogante, sou da opinião de que tudo deve estar sobre constante avaliação e sempre posto em causa. É a única forma de garantir uma evolução saudável, não deixando que as ideias e as instituições sejam ultrapassadas pelo tempo, perdendo todo o sentido e utilidade que poderiam ter.

Este post questiona a existência e prática actual dos sindicatos. Vou poupar as referências históricas e a caracterização desta actividade desde o seu início. Aceito, e sem colocar reticências, a sua importância na relação entre capital e trabalho. Questiono o status quo, a sua interacção com a sociedade actual. Numa altura em que o trabalho era essencialmente manual e não qualificado, havia ganhos para os gestores em tentar explorar o trabalho mal pago e sem condições, à custa do bem estar dos trabalhadores.

Hoje em dia a situação é diferente. A evolução das indústrias engloba já a realização pessoal dos trabalhadores como factor relevante para se atingirem níveis mais elevados de produtividade. É por isso pertinente colocar a questão de se os sindicatos não se devem redefinir, largando bandeiras como a da luta dos trabalhadores como classe oprimida. Aliás, no mercado actual, as suas qualificações tornam-nos, muitas vezes como o grupo dominador.

Slogans como “mais salário, menos trabalho”, “a luta continua” ou “trabalhadores unidos, jamais serão vencidos” já não fazem sentido. A questão que levanto, prende-se somente com a continuidade de exigências nada razoáveis com a economia actual. A abertura de novos mercados traz novas oportunidades mas também requer níveis de eficiência e produtividade superiores. Sindicatos que fazem administrações reféns prejudicam os seus próprios membros no longo prazo. Provocam instabilidade nas empresas e não permitem a necessária acumulação de capital para novos investimentos e desafogo financeiro em momentos de ciclos menos positivos.

A minha sugestão prende-se meramente com a alteração das prioridades sindicais. Exigências relacionadas com uma melhor gestão que propicie progressivamente uma empresa mais competitiva, tornando assim os seus empregos mais sustentáveis, são mais relevantes que simples aumentos salariais que podem resultar em falências mais tarde. Contribuem para o crescimento do país e para que haja mais para distribuir por todos. São vantagens que podem não chegar inteiramente nos salários, mas que chegam em bens públicos e num Estado mais robusto e com maior capacidade de oferecer garantias aos cidadãos.

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segunda-feira, janeiro 17, 2005

13:14

Reflexão

A sondagem apresentada pela nossa esquerdista residente é realmente curiosa. O culminar de uma campanha da comunicação social, de um Secretário Geral acabado de eleger ainda em estado de graça e de inúmeras intervenções no mínimo questionáveis do “nosso” Presidente, apenas levam o PS aos 45,7%. Este valor já incluir o peso de promessas de um candidato que não esperava ir a eleições tão cedo. Prometeu o fim das portagens, a restituição dos beneficios fiscais, o aumento das pensões e cobrir o défice sem recurso a receitas extraordinárias, pagando com uma maior eficiência do sistema fiscal, ou seja, sem ser necessário desagradar a ninguèm. Chegou aos 45,7%.

Hoje já sabe que há eleições dentro de um mês. Enuncia agora a estabilidade fiscal e outros males menores para poder fugir a tanta promessa impossível. Na verdade Sócrates quer aproveitar as medidas da coligação, mas não lhes pode atribuir mérito. Reformas necessárias e medidas impopulares nunca foram muito tidas como opções no Largo do Rato. Existe por esses lados uma tendência para agradar a todos, mesmo comprometendo o desenvolvimento do país por um período bastante superior ao da satisfação imediata.

Outro factor que certamente provoca a descida nas sondagens desde a dissolução da AR, é a análise que vai sendo feita pelos eleitores ao seu potencial Primeiro-Ministro. Serve-se de um discurso projectado num holograma, música épica e agora até linguagem gestual. Um salvador que entusiasma o povo, que precisa da mudança de governo como de água no deserto. O interessante é filmar as primeiras filas deste povo que ganhou uma nova esperança. Como sempre, os suspeitos do costume. A já apelidada “tralha guterrista” que hipotecou durante anos o futuro de Portugal. Aqueles que se vissem um “tacho” no fundo do mar, certamente vestiriam o escafandro e mergulhavam rumo ao habitual “desígnio e interesse nacional”. Esta imagem, um dia utilizada por António Guterres em relação a votos, nunca teve melhores destinatários.

Termino com um compromisso. Se a previsão da nossa blogger relativa à maioria absoluta do PS se verificar, prometo não escrever durante algum tempo como castigo, apesar do maior castigo serem 4 anos de um governo sem convicções, procurando o seu rumo em sondagens e hologramas...

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13:12

Reparos

O último post provocou-me, para além de alguns momentos de boa disposição, a vontade de precisar alguns factos. Abaixo, faço algumas citações com devido comentário.

“O que foi feito no Orçamento 2005 foi (...) incentivar o consumo e não a poupança.”

Este é o comentário de José Sócrates à alteração de taxas do IRS e ao fim de alguns benefícios fiscais. Estas alterações são, segundo as previsões governamentais, de valores equivalentes. No essencial, corta-se um benefício de que só as classes mais elevadas tiravam proveito, utilizando essas verbas para baixar taxas de IRS de portugueses com menos recursos. Sem julgar o mérito da medida, é curioso ver os partidos defensores dos míticos ideais de esquerda e dos trabalhadores a defender os benefícios fiscais para os mais ricos.

“... não me lembro de ter ouvido ofensas pessoais à honra do Dr. Bagão Félix por parte de nenhuma das bancadas da oposição”

É possível que a minha memória já tenha tido melhores dias. No entanto, recordo-me com alguma certeza de ser insinuado que este era um Orçamento da mentira e que tentava fazer a quadratura do círculo. Se sugerir que uma das pessoas com maior responsabilidade no país está conscientemente a produzir um Orçamento irresponsável e mentiroso não é uma ofensa pessoal, muito mal vai este país. Realço mais vez que as referências da oposição a Bagão Félix não foram no sentido de ele ser incompetente, mas no de o julgar como o produtor de uma mentira.

Por F, 0 comments

domingo, janeiro 16, 2005

14:49

A Interpretação em Língua Portuguesa

Paulo Portas, desafiou José Sócrates a pedir desculpas a Bagão Félix, depois do líder do PS ter afirmado que " não acrescentaria um erro e outro erro" ( ver em: http://jornal.publico.pt/2005/01/16/Nacional/index.html ).
O que José Sócrates disse foi: "O que foi feito no Orçamento de 2006 foi um erro, que deu sinais errados, de incentivar ao consumo e não à poupança. Foi uma baixa de impostos demagógica. Para corrigir esse erro, devemos ser inteligentes, não acrescentar a esse erro outro erro" (in: http://jornal.publico.pt/2005/01/16/Nacional/P30.html ) e se eu bem percebi, e estou convencida que sim, o que Sócrates diz é que depois de um erro cometido, não devemos tentar emendá-lo ou mascará-lo para fins de campanha ou quaisquer outros, com mais um erro.
Eu lembro-me relativamente bem das discussões parlamentares a respeito do Orçamento e, sinceramente, não me lembro de ter ouvido ofensas pessoais à honra do Dr. Bagão Félix por parte de nehuma das bancadas da oposição; mas aparentemente o que Portas quer é que o PS, na figura do seu Secretário Geral, peça desculpa a Bagão Félix por este ser "[é] um homem honrado" ( in: http://jornal.publico.pt/2005/01/16/Nacional/P31.html ).
Tudo isto me levanta duas questões:
(1) Como poderemos interpretar o " não acrescentar um erro a outro erro " como dando razão às medidas tomadas por Bagão Félix?
De que maneira é que a palavra "Erro" pode ser interpretada de forma a depreender que se aplica a uma acção correcta?
(2) Desde quando é que por se criticar a acção técnica ( enquanto economista ) ou a acção política ( enquanto ministro ) estamos a criticar directa ou indirectamente a honra de alguém?
Os juristas menos capazes de interpretar o espirito e a letra da lei são más pessoas? Os filósofos de segunda água que contribuiram em pequena medida para o avanço da compreensão da realidade são pessoas pouco honradas? Os carteiros que se enganam a colocar as cartas nas caixas de correio são perdem por isso a sua honra?
Não percebo como é que o CDS/PP confunde críticas económicas ou políticas com crítcas pessoais, mas...talvez sejam apenas Interpretações diferentes da Língua Portuguesa.

Por Ana Saraiva, 0 comments

sábado, janeiro 15, 2005

17:10

Sondagem

PS: 45.7% PSD: 32.5% CDU: 6.5% CDS/PP: 6.5% BE: 5.7%
http://online.expresso.clix.pt/1pagina/artigo.asp?id=24748966

Aqui se encontra a última sondagem SIC/ Expreso/Renascença.
Por estes resultados parece que teremos a primeira maioria absoluta depois da de Cavaco Silva.
Parece-me que estes resultados, a confirmarem-se verdadeiros ( e isso só saberemos no dia 21 ) são significativos e devem ser analisados.
Pela minha parte prometo fazê-lo brevemente.

Por Ana Saraiva, 1 comments

16:33

E o que se poderá fazer?

Parece que caberá às senhoras iniciarem as "hostilidades" neste nosso blog. Muito me honra ter a primazia de lançar a primeira questão.
Apesar do nosso "livro de estilo", entre todos nós acordado, dizer que este seria um blog de discussão política, iniciarei com um tema que talvez tenha mais relevância social, que propriamente política.
Desde que anteontem o Random Precision (www.rprecision.blogspot.com) levantou a questão sobre a reforma e a nova colocação do magistrado Branquinho Lobo, as notícias sobre este têm-se multiplicado nos diversos órgãos de comunicação social. Todos os jornais tiveram uma palavra a dizer sobre este tema, e o próprio Branquinho Lobo contou a sua história de viva voz no Correio da Manhã (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=146364&idselect=90&idCanal=90&p=94).
O tema é por já demais debatido e as conclusões políticas parecem-me demasiado óbvias para merecerem longas linhas.
Ainda assim parece-me que há algo que todos nós deviamos perguntar: de que maneira é que esta postura imoral de vida nos perturba?
Como é possível que um Director Nacional da nossa polícia possa auferir uma pensão do valor já conhecido, pensão essa que recebeu por não se encontrar em estado de saúde que lhe permitisse continuar o seu trabalho para o Estado, e ainda assim, se sinta no direito a aceitar um cargo ( do mesmo Estado ) e com a relevância e responsabilidade que este acarreta?
Como é possível que o Conselho de Ministros do Dr. Pedro Santana Lopes posso ter achado que, alguém que se tinha recentemente reformado por problemas psicológicos relacionados com uma depressão, seja a pessoa ideal para colocar na Direcção Nacional da PSP? Já não falando aqui que, aparentemente, não podemos ter a certeza da justeza e da edoneidade da Junta Médica que atestou a tal incapacidade psicológica.
Mas a minha questão principal passa por, apesar de toda a relevância mediática que esta situação obteve, as consequências para os seus intervenientes são já conhecidas: ou seja, nehumas. Ninguém questionará o Conselho de Ministros, ninguém questionará a legitimidade da permanência de Branquinho Lobo à frente da PSP, nem a moralidade de afeurir as duas remunerações que para panorâma do país são principescas, nem nada se alterará.
Mas curiosamente, parece-me, que há aqui um outro grupo de culpados. São estes, todos aqueles que sabendo desta situação ( e que depois da cobertura jornalística de que esta foi alvo, são todos os portugueses ), não farão nada para impedir que esta promiscuidade de poderes e compadrios termine.

P.S: pedirei desde já desculpa por qualquer erro ortográfico grave; mas nunca conheci nenhum "filósofo" que fosse simultaneamente revisor.

Por Ana Saraiva, 0 comments

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