sábado, janeiro 15, 2005

16:33

E o que se poderá fazer?

Parece que caberá às senhoras iniciarem as "hostilidades" neste nosso blog. Muito me honra ter a primazia de lançar a primeira questão.
Apesar do nosso "livro de estilo", entre todos nós acordado, dizer que este seria um blog de discussão política, iniciarei com um tema que talvez tenha mais relevância social, que propriamente política.
Desde que anteontem o Random Precision (www.rprecision.blogspot.com) levantou a questão sobre a reforma e a nova colocação do magistrado Branquinho Lobo, as notícias sobre este têm-se multiplicado nos diversos órgãos de comunicação social. Todos os jornais tiveram uma palavra a dizer sobre este tema, e o próprio Branquinho Lobo contou a sua história de viva voz no Correio da Manhã (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=146364&idselect=90&idCanal=90&p=94).
O tema é por já demais debatido e as conclusões políticas parecem-me demasiado óbvias para merecerem longas linhas.
Ainda assim parece-me que há algo que todos nós deviamos perguntar: de que maneira é que esta postura imoral de vida nos perturba?
Como é possível que um Director Nacional da nossa polícia possa auferir uma pensão do valor já conhecido, pensão essa que recebeu por não se encontrar em estado de saúde que lhe permitisse continuar o seu trabalho para o Estado, e ainda assim, se sinta no direito a aceitar um cargo ( do mesmo Estado ) e com a relevância e responsabilidade que este acarreta?
Como é possível que o Conselho de Ministros do Dr. Pedro Santana Lopes posso ter achado que, alguém que se tinha recentemente reformado por problemas psicológicos relacionados com uma depressão, seja a pessoa ideal para colocar na Direcção Nacional da PSP? Já não falando aqui que, aparentemente, não podemos ter a certeza da justeza e da edoneidade da Junta Médica que atestou a tal incapacidade psicológica.
Mas a minha questão principal passa por, apesar de toda a relevância mediática que esta situação obteve, as consequências para os seus intervenientes são já conhecidas: ou seja, nehumas. Ninguém questionará o Conselho de Ministros, ninguém questionará a legitimidade da permanência de Branquinho Lobo à frente da PSP, nem a moralidade de afeurir as duas remunerações que para panorâma do país são principescas, nem nada se alterará.
Mas curiosamente, parece-me, que há aqui um outro grupo de culpados. São estes, todos aqueles que sabendo desta situação ( e que depois da cobertura jornalística de que esta foi alvo, são todos os portugueses ), não farão nada para impedir que esta promiscuidade de poderes e compadrios termine.

P.S: pedirei desde já desculpa por qualquer erro ortográfico grave; mas nunca conheci nenhum "filósofo" que fosse simultaneamente revisor.

Por Ana Saraiva, 0 comments 0 comments

Webpages

Blogger
Google
Público
Diário de Notícias
Agência Lusa
Expresso
The Times

Webpages F

Sporting CP
NBA
ESPN NBA
Chicago Bulls
Hattrick
FIA
Williams
McLaren
F1 CM
Placebo
Elliot Smith
FEUNL
Banco de Portugal
The Economist

Webpages Ana

Faculdade de Letras
Vinicius de Moraes
London Review Of Books
El Mundo
Times Online
WTA Tour
K's Choice

Webpages JR

Blogger
Record
A Bola
O Jogo
James

Weblogs

O Acidental
Abrupto
Margens de Erro
Barnabé
Ópio do Povo
Pancada de Molière
Brainstorm
Prazeres de Mulher
Improvisto
Rititi
Fora do Mundo
Bomba Inteligente
Contra a Corrente
Gato Fedorento

Visitas

Posts Recentes

Arquivo

Janeiro 2005 ::: Fevereiro 2005 :::

Get awesome blog templates like this one from BlogSkins.com