segunda-feira, janeiro 17, 2005

13:14

Reflexão

A sondagem apresentada pela nossa esquerdista residente é realmente curiosa. O culminar de uma campanha da comunicação social, de um Secretário Geral acabado de eleger ainda em estado de graça e de inúmeras intervenções no mínimo questionáveis do “nosso” Presidente, apenas levam o PS aos 45,7%. Este valor já incluir o peso de promessas de um candidato que não esperava ir a eleições tão cedo. Prometeu o fim das portagens, a restituição dos beneficios fiscais, o aumento das pensões e cobrir o défice sem recurso a receitas extraordinárias, pagando com uma maior eficiência do sistema fiscal, ou seja, sem ser necessário desagradar a ninguèm. Chegou aos 45,7%.

Hoje já sabe que há eleições dentro de um mês. Enuncia agora a estabilidade fiscal e outros males menores para poder fugir a tanta promessa impossível. Na verdade Sócrates quer aproveitar as medidas da coligação, mas não lhes pode atribuir mérito. Reformas necessárias e medidas impopulares nunca foram muito tidas como opções no Largo do Rato. Existe por esses lados uma tendência para agradar a todos, mesmo comprometendo o desenvolvimento do país por um período bastante superior ao da satisfação imediata.

Outro factor que certamente provoca a descida nas sondagens desde a dissolução da AR, é a análise que vai sendo feita pelos eleitores ao seu potencial Primeiro-Ministro. Serve-se de um discurso projectado num holograma, música épica e agora até linguagem gestual. Um salvador que entusiasma o povo, que precisa da mudança de governo como de água no deserto. O interessante é filmar as primeiras filas deste povo que ganhou uma nova esperança. Como sempre, os suspeitos do costume. A já apelidada “tralha guterrista” que hipotecou durante anos o futuro de Portugal. Aqueles que se vissem um “tacho” no fundo do mar, certamente vestiriam o escafandro e mergulhavam rumo ao habitual “desígnio e interesse nacional”. Esta imagem, um dia utilizada por António Guterres em relação a votos, nunca teve melhores destinatários.

Termino com um compromisso. Se a previsão da nossa blogger relativa à maioria absoluta do PS se verificar, prometo não escrever durante algum tempo como castigo, apesar do maior castigo serem 4 anos de um governo sem convicções, procurando o seu rumo em sondagens e hologramas...

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