terça-feira, janeiro 18, 2005

15:22

Sindicatos

Se há actividade onde acho que o tempo é bem aplicado, e que felizmente me ocupa algum tempo, é no pensar sobre o porquê das coisas. Correndo o risco de ser considerado permanentemente arrogante, sou da opinião de que tudo deve estar sobre constante avaliação e sempre posto em causa. É a única forma de garantir uma evolução saudável, não deixando que as ideias e as instituições sejam ultrapassadas pelo tempo, perdendo todo o sentido e utilidade que poderiam ter.

Este post questiona a existência e prática actual dos sindicatos. Vou poupar as referências históricas e a caracterização desta actividade desde o seu início. Aceito, e sem colocar reticências, a sua importância na relação entre capital e trabalho. Questiono o status quo, a sua interacção com a sociedade actual. Numa altura em que o trabalho era essencialmente manual e não qualificado, havia ganhos para os gestores em tentar explorar o trabalho mal pago e sem condições, à custa do bem estar dos trabalhadores.

Hoje em dia a situação é diferente. A evolução das indústrias engloba já a realização pessoal dos trabalhadores como factor relevante para se atingirem níveis mais elevados de produtividade. É por isso pertinente colocar a questão de se os sindicatos não se devem redefinir, largando bandeiras como a da luta dos trabalhadores como classe oprimida. Aliás, no mercado actual, as suas qualificações tornam-nos, muitas vezes como o grupo dominador.

Slogans como “mais salário, menos trabalho”, “a luta continua” ou “trabalhadores unidos, jamais serão vencidos” já não fazem sentido. A questão que levanto, prende-se somente com a continuidade de exigências nada razoáveis com a economia actual. A abertura de novos mercados traz novas oportunidades mas também requer níveis de eficiência e produtividade superiores. Sindicatos que fazem administrações reféns prejudicam os seus próprios membros no longo prazo. Provocam instabilidade nas empresas e não permitem a necessária acumulação de capital para novos investimentos e desafogo financeiro em momentos de ciclos menos positivos.

A minha sugestão prende-se meramente com a alteração das prioridades sindicais. Exigências relacionadas com uma melhor gestão que propicie progressivamente uma empresa mais competitiva, tornando assim os seus empregos mais sustentáveis, são mais relevantes que simples aumentos salariais que podem resultar em falências mais tarde. Contribuem para o crescimento do país e para que haja mais para distribuir por todos. São vantagens que podem não chegar inteiramente nos salários, mas que chegam em bens públicos e num Estado mais robusto e com maior capacidade de oferecer garantias aos cidadãos.

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